Entretanto foi assim que aconteceu

Quando a notícia é só o começo de uma boa história CHRISTIAN CARVALHO CRUZ

Urbanismo, essa ourivesaria

A Rocinha, no Rio. Foto: reprodução

Na quarta-feira, 72 horas depois de ocupar a favela da Rocinha sem disparar um tiro e sem prender nenhum bandido, um comandante do Bope explicava “as novas regras” do pedaço: “É um tempo novo, mas não existe toque de recolher. Todo mundo pode tudo. Só tem que respeitar os direitos dos outros. Tem que ser como nos bairros”. Nada como um português claro e direto para dar conta de uma relação – morro versus asfalto – que embaralha o Rio de Janeiro há tanto tempo. Não fosse um pernicioso detalhe: justamente o hábito de tratar como mundos separados as diversas formas de cidade que se ergueram na cidade, o aqui e o lá. Porque foi nesse caldo meio envenenado que se proibiu a presença do lá nos mapas municipais, se impediu a polícia de entrar lá, se entendeu o lá como algo transitório, sem valor, e pronto para desaparecer ao menor sinal de crescimento econômico. Por isso, a presença do Estado nas favelas por meio das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) pode representar o começo de uma inversão histórica, desde que, junto da polícia e dos serviços públicos básicos, também mandem para lá um bom bocado de urbanismo, como defende o arquiteto Sérgio Magalhães. (continua…)

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Publicado às 21 de novembro de 2011 por em entrevista e marcado , , , , , , , .
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